WIP Lab
Tutores

Samira Vera-Cruz
Samira Vera-Cruz é uma realizadora cabo-verdiana com ampla experiência em Cabo Verde, Angola, Moçambique e África do Sul, formada em cinema na Universidade Americana de Paris. Realizou a curta-metragem Buska Santu (2016) e o documentário de curta-metragem Hora di Bai (2017).
Samira é membro fundadora da Rede de Cinema e Audiovisual PALOP-TL. O seu mais recente documentário de curta-metragem, Sumara Maré (2023), foi selecionado para o NEWF Producers’ Lab, uma colaboração entre a NEWF e a National Geographic Society. O filme arrecadou vários prémios, incluindo uma menção honrosa no Festival International du Film PanAfricain de Cannes (França), e distinções no Lusomovies Festival (Itália), London Pan African Film Festival (Inglaterra) e Bee Film Festival (Brasil).
Em 2024, Samira tornou-se dive master e posteriormente instrutora e cinematógrafa subaquática através do programa Africa Refocused. Atualmente, trabalha no longa-metragem documentário hibrido Plastic Atlantis, que recebeu apoio para desenvolvimento do Generation Africa 2.0, Visions du Réel e NEWF. Este projeto foi um sucesso notável no Durban FilmMart Finance and Pitch Forum 2025, arrecadando seis prémios: Climate Story Labs Award, Women Make Movies Award para Melhor Pitch de uma Realizadora, Sheffield DocFest Award, Doc-A Award, Sundance Documentary Fund New Voices Award e OIF–ACP–EU Award.
Ainda em 2025, Plastic Atlantis foi distinguido pelo World Cinema Fund (WCF) - um dos mais prestigiados mecanismos de apoio ao cinema internacional - com o WCF TUI Care Foundation Award, reforçando o impacto internacional do projeto, que será produzido em 2026.

Carla Esmeralda
Carla Esmeralda desenvolve projetos e eventos de qualificação profissional no setor audiovisual desde a década de 80.
Organizou mais de 100 edições de eventos em prol do audiovisual brasileiro com foco no desenvolvimento de narrativas e negócios no mercado nacional e internacional. Entre eles, o RioContentMarket (2011 a 2017)/Rio2C (2018 a 2020), o Festival Internacional de Cinema Infantil (desde 2003), e os laboratórios de roteiros, iniciados no Brasil com o Sundance Institute, hoje Laboratório Novas Histórias.

Fradique
Cineasta angolano, além de sua produção cinematográfica possui uma sólida atuação como curador, tendo colaborado com o Festival de Cinema Africano em Colônia e no Comitê Consultivo da Panorama da Berlinale. Em 2025, ingressou no comitê de seleção do programa Open Doors do Festival de Cinema de Locarno.
Fradique obteve reconhecimento internacional com sua estreia na plataforma MUBI através do filme “Ar Condicionado” (2020). Sua obra caracteriza-se pela exploração de universos distópicos e pelo aprofundamento em temas como memória, luto e justiça social.
Atualmente, Fradique integra o coletivo Science New Wave, além de ser reconhecido como um Global Media Maker e bolsista do Film Independent. Em 2023, sua trajetória foi impulsionada pelo recebimento da bolsa SFFILM Sloan Science in Cinema para o desenvolvimento de seu novo longa-metragem, “Hold Time for Me”.

Henry Palencia Martínez
Diretor executivo dos Prêmios India Catalina, a premiação audiovisual mais importante da Colômbia.
Fundador do NIDO, laboratório de pensamento na Colômbia, um espaço de diálogo entre criadores, indústria e audiências. Com mais de 15 anos de trajetória, ele coordenou processos de curadoria e avaliação junto a mais de 12 associações do setor e centenas de profissionais, contribuindo para o fortalecimento do ecossistema audiovisual colombiano.

Gugi Gumilang
Produtor e consultor de documentários, é programador do festival Hot Docs e Diretor de Programas da premiada organização sem fins lucrativos In-Docs, liderando iniciativas como o Docs by the Sea, que busca fortalecer narrativas de documentários asiáticos.
Seus filmes estrearam em festivais como IDFA, Busan e BFI London. Gugi atua também na seleção de projetos para fundos internacionais, incluindo o Sundance Documentary Fund, Chicken & Egg Pictures, IDFA Bertha Fund e EURIMAGES.

Jacqueline Nsiah
Membro do comitê de seleção da Competição da Berlinale e co-curadora do Festival de Cinema Africano de Colônia (AFFK), Jacqueline é antropóloga cultural, curadora de cinema e programadora com quase duas décadas de experiência no circuito global de festivais de cinema.
Ocupou cargos importantes em diversos festivais, como co-diretora do Festival de Cinema Africano de Cambridge, produtora do Festival de Cinema Documentário Real-Life em Acra e produtora assistente no Festival do Rio. Atuou na Panorama da Berlinale como gerente de convidados, co-dirigiu e curou o Festival de Cinema Africano UHURU no Rio de Janeiro, e fez a programação para o Film Africa London.
Foi ainda diretora de programação na Africa Film Society em Gana e trabalhou como gerente de projeto para uma plataforma da indústria cinematográfica africana com o Goethe-Institut. Também fez parte do comitê de seleção do Berlinale-Forum por quatro edições e co-curou o programa especial Fiktionsbescheinigung.
É mestre em Antropologia Visual e de Mídia pela Universidade Livre de Berlim e um bacharel em Estudos Africanos e Política pela SOAS.